domingo, 17 de junho de 2007

Amigo de infância

Conheci meu amigo de infância aos 18 anos.
Ele vinha despontando uma alegria de viver e uma vivacidade impressionante aos olhos de quem o visse.
Eu vinha saindo de uma adolescência interrompida, de descobertas tardias e de cada vez mais ânsias. Querendo viver plenamente.
Assim conheci meu melhor amigo. Onze anos se foram e nos conhecemos desde a infância de nossas mais intensas descobertas. Nos descobrimos juntos e uma ao outro e vivemos alegres por muito tempo.
Um dia nossos destinos se debateram e nos separamos. A amizade, porém, permaneceu viva e mais intensa e mais verdadeira. O amor fraternal e sincero que sentimos um pelo outro mantém-se vívido a cada visita, a cada "oi", a cada riso que - inevitavelmente - ainda preservamos daquela inocência de infância característica de quando nos encontramos.
Existe uma mensagem que já nem sei mais se fui eu ou se foi ele quem escreveu, mas que de tempos em tempos repassamos um ao outro.
Ei-la!

Com o passar do tempo vamos deixando aos poucos de fazer pequenas coisas que sempre foram tão importantes... Dar um telefonema apenas ´para dizer "oi!", escrever uma carta... "noite melancólica de quarta-feira..."
A saudade é recorrente, a sentimos, a sorrimos, a choramos. Lamentamos.
Basta sentí-la, é simples. Demonstrá-la não só em palavras, mas como? Somos todos volúveis ao passar dos dias. Inesgotavelmente nos afundamos na sensação de tempo esgotado - sem tempo pra nada - cheios de coisas pra fazer.
Bastaria um sorriso. Ver um piscar de olhos. Ou nada, enfim. Ficar frente a frente, apenas observar...
Oh, Deus! Como é grande essa ânsia, essa vontade. Quão enorme é esse vazio! Como dóem essas palavras em meus pensamentos! Elas que batem dentro da minha cabeça e se batem e não sabem se organizar!
As palavras saem, a hora passa. O sol nascente, os dias poentes. O tempo corre, a vida "sorry"...


Carinhos,
Cris.

0 outros comentários: